Comemorando os meus 15 dias na Itália, e o surpreendente fato de eu já ter conseguido encontrar todos os acentos brasileiros no teclado italiano desse laptop, decidi fazer alguns comentários sobre esse povo tão acolhedor que me recebe de braços abertos e, mesmo assim, me faz sufocar um pouquinho.
1. Na Itália se fala italiano.
No norte da Itália, às vezes, algumas pessoas, talvez, falem italiano. No sul da Itália a única pessoa que fala italiano espontaneamente é a televisão.
2. Os italianos falam.
Sempre. Muito. Em dialeto. E rápido, muito rápido. Italiano mudo, só sete palmos abaixo da terra. E falam como se você fosse perfeitamente capaz de entender o que eles falam, como falam e na velocidade em que falam. E, claro, você só vai notar que eles estavam falando com você no final da frase, quando eles juntam os dedos de cada mão, sacodem os braços e dizem "E?!"
3. Os italianos comem. MUITO.
Se vocês pensam que os tais cinco pratos são uma tradição relativa, mais ou menos como a feijoada-pra-turista-ver brasileira, estão enganados.
São mesmo cinco pratos. E cinco pratos grandes: antipasto, primo, secondo, contorno e dolce. Isso sem contar a fruta, o café, a grappa e/ou limoncello, mais o pedacinho de queijo do final.
Se os italianos comessem tanto quanto os brasileiros, poderíamos remanejar as sobras e nunca mais haveria fome no sertão nordestino.
4. Na Itália só tem macarrão e vinho.
Até parece que, com cinco pratos a cada refeição, só teria isso. Aqui se come bem, bem até demais. Berinjela, abobrinha, rúcula e cogumelos estão a toda parte. Critividade não falta.
Existem queijos variadíssimos e os doces são um pecado a parte, pois são suaves, não enjoam.
Quantos às carnes, são até mais ricos que nós: vitela, coelho e todos os tipos de frutos do mar (inclua aí tartufos, ouriços e vááários tipos de mexilhão), que nunca chegaria à mesa de um brasileiro médio, aqui é uma constante.
Dizer que aqui só tem macarrão, seria como dizer que no brasil só existe arroz.
1. Na Itália se fala italiano.
No norte da Itália, às vezes, algumas pessoas, talvez, falem italiano. No sul da Itália a única pessoa que fala italiano espontaneamente é a televisão.
2. Os italianos falam.
Sempre. Muito. Em dialeto. E rápido, muito rápido. Italiano mudo, só sete palmos abaixo da terra. E falam como se você fosse perfeitamente capaz de entender o que eles falam, como falam e na velocidade em que falam. E, claro, você só vai notar que eles estavam falando com você no final da frase, quando eles juntam os dedos de cada mão, sacodem os braços e dizem "E?!"
3. Os italianos comem. MUITO.
Se vocês pensam que os tais cinco pratos são uma tradição relativa, mais ou menos como a feijoada-pra-turista-ver brasileira, estão enganados.
São mesmo cinco pratos. E cinco pratos grandes: antipasto, primo, secondo, contorno e dolce. Isso sem contar a fruta, o café, a grappa e/ou limoncello, mais o pedacinho de queijo do final.
Se os italianos comessem tanto quanto os brasileiros, poderíamos remanejar as sobras e nunca mais haveria fome no sertão nordestino.
4. Na Itália só tem macarrão e vinho.
Até parece que, com cinco pratos a cada refeição, só teria isso. Aqui se come bem, bem até demais. Berinjela, abobrinha, rúcula e cogumelos estão a toda parte. Critividade não falta.
Existem queijos variadíssimos e os doces são um pecado a parte, pois são suaves, não enjoam.
Quantos às carnes, são até mais ricos que nós: vitela, coelho e todos os tipos de frutos do mar (inclua aí tartufos, ouriços e vááários tipos de mexilhão), que nunca chegaria à mesa de um brasileiro médio, aqui é uma constante.
Dizer que aqui só tem macarrão, seria como dizer que no brasil só existe arroz.

Ouriço-do-mar prestes a ser comido.
5. O maldito azeite de oliva.
O azeite de oliva aqui tem um apelido carinhoso: olio; em português, óleo. Não existe, pelo menos não correntemente, outro óleo, seja de soja, de girassol ou de canola. Olio é azeite de oliva, nenhum significado a mais.
Só que não há absolutamente nenhuma comida que não leve litros de azeite de oliva. Quando falei pruma senhora daqui que na casa da minha mãe, onde comem cinco pessoas diariamente, nós gastamos um litro de óleo por mês, ela teve uma crise de riso (sem deixar de arregalar os olhos antes). Depois, me falou que vai até onde fazem o azeite, e compra 100 litros de uma vez, guardando no porão de casa.
De olho na minha silhueta, estou dando preferência a restaurantes que usem guardanapos de papel. Assim, gasto uns dez guaranapos enxugando a comida antes de comer.
6. Italianos andam em bando.
Talvez seja a influência católica, a tradição inciada por Jesus de sair arrebatando ovelhas perdidas pelo caminho...
Uma andorinha (provavelmente italiana) só não faz verão. Nem duas, nem três. Os grupos são de cinco pra cima. Jantar a luz de velas, estilo casal apaixonado? Esqueça. "Alguém" (ou muitos alguéns) vai ligar e quando você notar, já o convidou pra ir junto. Ou será que foi ele que se convidou? Isso nos leva ao próximo item...
7. A tradição de convidar a si mesmo
Por aqui tem-se que tomar cuidado. Você planeja um jantar na sua casa. Convida quatro amigos, mais dois que se convidam. Até aí tudo bem, se convidar é uma tradição local. Só que cada um deles trazem mais um ou dois, quiçá quatro, com ele. De repente o seu jantarzinho tem mais convidados do que suas últimas três festas de aniversário no Brasil... E são cinco pratos pra cada, lembra?
8. Italiano ama carro.
Num país em que se dá o simples nome de machina aos carros, era de se esperar. Gostar de carro todo mundo gosta. É literalmente uma mão na roda. Mas, por aqui, andar a pé é simplesmente um ato inaceitável... passear com uma sacola de supermercado carregando 3 tomates, duas cebolas e meio quilo de espaguete por uma distância de 500 metros é motivo de espanto geral, aparentemente um sacrifício só justificado nos longínquos tempos de guerra.
A cada vez que passeio com minhas singelas comprinhas aparece algum amigo de amigo me oferecendo um carro, uma moto, até mesmo uma bicicleta emprestado.

Coricella, ilha de Procida, Napoli, Itália.
9. Saudades das Sendas
Sabe Brasília, onde tudo é setorizado? Pois bem, as compras são setorizadas aqui. Quer carne? Vá a maceleria. Quer frios? Salumeria. Cosméticos? Profumeria. Remédios? Farmacia. Sobra muito pouca coisa pro coitado do mercatto, eternamente relegado a segundo plano. E haja perna (no meu caso) ou gasolina (no caso do resto do povo daqui): uma simples compra te faz girar quarteirões sem fim...
10. As garotas fazem topless na praia.
Reveja seus conceitos e reescreva: as mulheres fazem topless na praia. E, para cada par de peitos interessantes que encontrar, haverá outros 99 pares fazendo você se lembrar daquele dia em que não bateu na porta e pegou sua bisavó pelada no banheiro. ARGH!


4 comentários:
ahhhhhhhhhhhh... que saudades de você menina... espero que esteja aproveitando muito... rs
estou morrendo de inveja...
agora, veja se lembra dos seus amiguinhos brasileiros e venha nos visitar de vez em quando, tá?
BEIJOS
Oi Cibele!!
Tudo bem? Saudades de vc...
Bom saber que vc está feliz e aproveitando a viagem.
Um dia consiguirei ver o coliseu de perto tbm! rsrsrs
Um grande beijo!!
Giselle Cantanhede
Tudo verdade! Mas isso é sul da Itália. Só o sul e só da Itália. Se bem que carro e cinco pratos são em toda a Itália.
Saudadona!
huahauhauha parece que estou lendo uma comédia ou parodia exagerada da minha familia, hauhauahuah Apesar que aqui não da mesmo para comer 5 pratos, mas a ideia de uma simples reunião de familia virar uma festa enorme é totalmente viavel, ainda mais morando perto dos familiares, qualquer coisa é motivo de reuniãozinha e uma reuniãozinha vira uma festança com direito a vizinho reclamando e tudo... e como falam alto esses italianos de americana. hauhauah...
Outra coisa interessante, tbem quero ir à Italia fazer top less...
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